O meu mundo também caiu, Maysa.

Publicado em 25/11/2011 por

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É …  E desde a semana passada me debato sob os escombros. Os que não me conhecem vão dizer que gosto de exagerar, ou melhor, de me “encanar” com o que leio e ouço. Bem, isso é lá uma verdade. Gosto sim de ser descosturada por alguma ideia sedutora, surreal. Alguma sacação que me despenteie o olhar, reedite o estilo e turbine expectativas.

Tudo começou com um post da Ro no meu Mural : – Lançamento do livro da minha amiga Cristina Montenegro, amanhã, às 21:00. Vamos?

Curti. Comentei: – Pode ser! Livro de quê??

- Ah! Ela é psicóloga. O livro é resultado de uma longa pesquisa. Sobre  o homem …  Clip demo no Youtube.

Assisto. A psicóloga dá uma geral sobre o tema discutido no livro. Registro o suficiente pra reativar o arquivo adormecido de suspeitas: “HOMEM AINDA NÃO EXISTE”

– Aha! O que é isso?!  Se não existem, quem são esses?Quem sabe nossas invenções? Fomos fraudadas? Seriam personagens virtuais digitados pela compulsão feminina por preencher vazios, encenar dramas, controlar?

Bom, a partir daí a “viagem” continuou. Debate com as amigas, reler depoimentos, rever conceitos e aguardar o livro. Ninguém entendeu nada. Acho que ficaram preocupadas. Pensei em entrevistar os “meninos”. Quem sabe teria uma certeza. Talvez mais dúvidas.

Que poder tem uma frase pra fazer tremer uma opinião? Começo também a duvidar se existo ou  se sou um sonho que estou sonhando. Um pesadelo, talvez. Mas quem começou essa revolução foi a Cristina … Estou preocupada com a tese de um livro que ainda não li?! Será que é uma pegadinha das feministas? Ainda existe isso? Ou um daqueles posts do blog das ‘Malvadas’? De qualquer jeito, depois do tapa no ego, do apagão emocional, resta o inventário da velha e geral reclamação – falta homem. E, quando aparecem, raros os que comparecem: com o telefonema do “dia seguinte”, na conversa a sério, no enterro, na mudança, no choro da criança … Mas continuam o objeto do desejo feminino!

A psicóloga denuncia a dificuldade do que ela chama de “contingente masculino” de lidar com suas questões internas, gerenciar a vida íntima. Pergunta se, diante disso, estariam aptos a gerir o mundo externo. Propõe que se  compartilhe reflexões para que eles existam.  Seria uma forma de parir o filho pela segunda vez? Como num parto de idéias? Sócrates que nos socorra!

A presidente Dilma criou um Ministério – Clube da Luluzinha. Ela já sabia!!!

Eu, não!

                                                                                                                    Ângela Monnerat